Parque de areia – aprendizagens

Na EMEB Fernando Pessoa nosso parque é todo de areia; normalmente as pessoas perguntam porque é importante que as crianças brinquem em espaços assim. Algumas questionam: “não seria melhor ter outro tipo de piso, que faz “menos sujeira”, como piso de borracha, de grama sintética, e até de cimento?”…

Para ajudar a compreender essas questões, selecionamos um trecho de um artigo de uma revista especializada em Educação Infantil, a Revista “Avisa Lá”, e em seguida compartilhamos um pequeno vídeo de um momento de brincadeira que aconteceu este ano em nossa escola.

Amanhã também pubicaremos outro texto a respeito – desta vez esclarecendo  algumas dúvidas sobre os cuidados que tomamos quanto à areia do nosso parque e em breve contaremos a vocês sobre o rico trabalho por detrás dessa brincadeira de faz-de-conta que as crianças fizeram no parque com a história d’Os Três Porquinhos.

“Areia: as crianças adoram, já os adultos…

Dos centros urbanos às comunidades indígenas (…), a areia desperta o interesse, a imaginação e a alegria dos pequenos. Muitos são os motivos que os levam a manipulá-la, se divertir e aprender com ela. Para começar, é fácil brincar com a areia: bastam duas mãos ou um pedacinho de pau para criar formas e desenhos. A areia oferece bons desafios, como vencer sua resistência ou obter consistências diversas ao misturá-la com água. Encher baldes, formas, planejar um castelo ou outras construções possibilita às crianças vivenciarem conceitos que só mais tarde poderão ser formalizados. Observar a areia escorrer por tubos e canos, descer numa ampulheta ou fazer caminhos no chão são experiências que podem ser planejadas por um professor preocupado em estimular as crianças a construir conhecimentos.

Oportunidades de aprendizado

Além do mais, brincar com areia proporciona muitas simbologias. Usada como elemento neutro, ela pode fazer o papel de muitas coisas: comidinhas que são misturadas nas panelas com folhas e água; material de construção que caminhões e carrinholas carregam de lá para cá e daqui para lá; sujeira para ser varrida; “pó de pirlimpimpim”; ou o que for necessário para alimentar o faz-de-conta de cada um. Também pode ser simbólica do ponto de vista da linguagem, pois muitas vezes a areia se torna a “companhia” para a criança conversar consigo mesma e estabelecerem diferentes narrativas.

A areia possibilita ainda uma experiência sensória importante. Torna-se mote para interagir com o corpo de outras crianças. Em suas diferentes texturas e temperaturas, também leva a criança a conhecer a si própria e aos limites de seu corpo. Enterrar-se na areia, esconder os pés ou as mãos e poder descobri-los infinitas vezes proporciona uma sensação de controle que auxilia a criança a construir a sua identidade corporal. Até mesmo ao causar incômodo, quando gruda na pele ou no cabelo, permite que a criança viva essa situação e aprenda como lidar com ela. A areia com água também pode virar uma “meleca” que, no caso de crianças que estão aprendendo a usar o banheiro, pode se assemelhar à consistência das fezes, auxiliando-as na elaboração deste processo.”

(Revista Avisa Lá, nº 27, 2006)

 

 

 

Publicado por EMEB Fernando Pessoa - São Bernardo do Campo

Pré-escola do Município de São Bernardo do Campo.

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